Durante todos esses anos de transformações na educação surgiram as mais diversas concepções e ou teorias da aprendizagem, todos esses modelos tinham como principal objetivo explicar o processo de aprendizagem pelos indivíduos. Os maiores teóricos foram Jean Piaget e a de Lev Vygotsky.
Podemos afirmar que a Teoria Behaviorista, afirmava que o homem só aprenderia se estive condicionado a aprender, e depois de ocorrida esta aprendizagem, haveria uma mudança de comportamento. Tal conceito, influenciou a ação pedagógica quando a escola ao objetivar transmitir conhecimentos, estimular a formação moral, até porque não era dado ao aluno o direito de divergir, sugerir, etc. Assim sendo, o professor era o “dono da verdade” e o aluno o “aprendiz submisso”.
Significativo avanço nas tendências pedagógicas e conseqüentemente na ação docente foi sem dúvida o surgimento das teorias construtivistas e interacionistas fundamentadas no pensamento de Piaget, quando a nova concepção de aprendizagem estava vinculada ao processo de conhecimento, também denominado de processo cognitivo, e não mais no processo de condicionamento, ou seja, através da inteligência o ser humano age, aprende e, “constrói conhecimentos que lhe possibilitam uma interação cada vez melhor com o meio, por mais adverso que este lhe seja’’. (cf. Piaget, 1973). Piaget defende a tese da inter-relação: inteligência e ação, sendo esta última, responsável pelo estabelecimento da diferença entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido.
As contribuições desses fundamentos teóricos na ação educacional, caracterizou-se pela ênfase que se começou a dar à criatividade do aluno, o estímulo que a escola passou a propiciar no sentido de dar liberdade ao aprendiz de uma maior participação no processo escolar, podendo argumentar, sugerir e principalmente, socializar os conhecimentos. E isto porque, o momento econômico, ou seja, o mercado de trabalho, já exigia um tipo de trabalhador mais competitivo cujo fato não era percebido por parte significativa dos professores, os quais concebiam que tais mudanças objetivavam propiciar ao aluno enquanto indivíduo, uma educação de melhor qualidade através da aquisição de maiores conhecimentos.
Uma outra teoria que merece destaque, até porque fundamentou e continua contribuindo na construção de novas metodologias é a teoria da aprendizagem de Ausubel, também denominada de teoria da aprendizagem significativa a qual “propõe que os conhecimentos prévios dos alunos sejam valorizados, para que possam construir estruturas mentais utilizando, como meio, mapas conceituais que permitem descobrir e redescobrir outros conhecimentos, caracterizando, assim, uma aprendizagem prazerosa e eficaz”. (autor)
A justificativa dos fundamentos dessa teoria é de que a aprendizagem torna-se significativa quando os conhecimentos anteriores do aluno são inter-relacionados ao novo conteúdo a ser estudado o qual passa a ser incorporado às estruturas de conhecimento, adquirindo significado especial. Para Ausubel, se o conteúdo escolar a ser aprendido, não for ou não puder ser inter-ligado a um conhecimento prévio, dar-se-á a chamada aprendizagem mecânica, ou seja, quando as novas informações são aprendidas sem interagir com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva. O autor defende a idéia de que a aprendizagem significativa possibilita “três vantagens fundamentais em relação à aprendizagem memorística. Em primeiro lugar, o conhecimento que se adquire de maneira significativa é retido e lembrado por mais tempo. Em segundo, aumenta a capacidade de aprender outros conteúdos de uma maneira mais fácil, mesmo se a informação original for esquecida. E, em terceiro, uma vez esquecida, facilita a aprendizagem seguinte – a “reaprendizagem”, para dizer de outra maneira”.
Em relação à referida teoria, há uma constatação de que os seus fundamentos têm dado suporte na elaboração de propostas/orientações didático-pedagógicas oriundas do MEC e desenvolvidas pelas Secretarias de Educação, tais como a formulação do Projeto Político Pedagógico de cada escola cuja organização curricular deve ser feita de forma interdisciplinar e mais recentemente, a inclusão dos Temas Transversais explicitados através dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais). Sabe-se que por um lado, essas tendências são reflexos da atual estrutura político-econômica mundial, mas por outro lado, há uma possibilidade de que a aprendizagem escolar tornar-se mais significativa quando o aluno tem a chance tanto de trabalhar um determinado conteúdo sob diferentes enfoques, quanto relacionar esse conteúdo com outros mais. Entretanto, ainda há bastante dificuldade, e essencialmente, a insuficiente informação ao professorado de como utilizar técnicas e métodos que garantam a real aprendizagem significativa.
Bom diante do exposto citado acima, de todas as observações que encontramos nos bancos da universidades e nas escolas temos uma observação à ser feita: “para ensinar necessariamente não precisa precisamos de teorias, nem concepções pedagógicas, pois ensinamos em qualquer momento em qualquer lugar. Ser professor é ter o prazer de orientar o aluno a descobrir suas próprias ideias, teorias e soluções. E evidente que as teorias, do comportamento, progressistas, construtivistas, critica dos conteúdos, e quem sabe mais trouxeram suas contribuições, porém, nossos professores não aprenderam e muito menos compreenderam suas ideias, e foram ensinado pelo prazer de ensinar.
Resumo acima citado foi retirado do texto:
ENSINO/APRENDIZAGEM: UMA ANÁLISE DA PRÁTICA DOCENTE
Profa. Msc. Ma. Marly de Oliveira Coelho (UFAM)
Profa. Dra. Alair dos Anjos Miranda (UFAM)
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